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Captadores: o núcleo do som da guitarra elétrica

O captador (pickup) é o componente mais importante para o som base de uma guitarra elétrica. Ele converte a vibração da corda em um sinal elétrico — e como ele faz isso marca o caráter mais do que a madeira, a forma do corpo ou a faixa de preço. Quem quer entender o som de uma guitarra olha primeiro para os captadores e sua posição.

Single-Coil — Uma única bobina. Claro, brilhante, muito attack e mordida. A marca registrada da Fender: o som twangy, funky e direto da Strat e da Tele. A desvantagem inerente à construção é um zumbido da rede elétrica audível (50/60 Hz) que fica mais evidente com a distorção. Em casa no funk, no country e no blues limpo.

Humbucker — Duas bobinas ligadas em oposição de fase. Esse arranjo cancela o zumbido — daí o nome "hum-bucker". O som é mais encorpado, mais quente e com mais médios, com um nível de saída maior. A marca registrada da Gibson: Les Paul, ES-335. Em casa no rock, no blues-rock e no jazz.

P90 — Tecnicamente um Single-Coil, mas construído mais largo e potente. No timbre, fica entre os mundos: mais mordida e abertura que um Humbucker, menos zumbido que um Single-Coil estreito. Popular no blues e no alternative rock.

Posição — O captador do braço soa mais redondo e quente (bom para solos e sons limpos), o captador da ponte mais afiado e mordaz (bom para riffs). A maioria das guitarras permite escolher entre eles e suas mesclas por meio de uma chave seletora — boa parte da variedade tonal está aqui, não no nome do modelo.

Ativo vs. passivo — Os captadores passivos (o caso normal) não precisam de bateria. Os captadores ativos (por exemplo EMG, Fishman) têm um pré-amplificador (preamp) embutido: menos ruído, uma saída mais constante e comprimida. Difundidos no metal, mais raros em outros estilos — não melhores, apenas diferentes em projeto e manutenção (a bateria precisa estar carregada).